O Residential Home fomenta o apoio social e residencial para as famílias de jovens e adultos portadores de deficiência mental, que se encontrem impossibilitadas de lhes prestar os cuidados básicos estritamente necessários para uma vida digna. O Lar está integrado com as outras respostas e serviços da Associação Portas P’rà Vida, de modo a garantir a abrangência dos serviços e acompanhamentos prestados transversalmente com as respostas sociais de Activities and Training Center for InclusionCACI, Professional Qualification e Insertion Company.
O apoio residencial constitui-se como um meio de promoção de autonomias e de aquisição e desenvolvimento de competências, com contributos significativos ao nível da melhoria da qualidade de vida, do exercício da cidadania e da efetiva integração social dos utentes apoiados.
Podem-se enunciar como principais objetivos a serem atingidos nesta resposta social:

  • Proporcionar o alojamento a pessoas com deficiência mental, com idade igual ou superior a 16 anos, como recurso complementar à retaguarda familiar;
  • Promover o desenvolvimento da autonomia pessoal e social;
  • Integração social e possibilidade de melhorar a qualidade de vida da pessoa portadora de deficiência.

O Residential Home assegura a prestação aos seus utentes dos seguintes serviços: alojamento, alimentação, higiene pessoal, tratamento de roupa, transporte, administração de medicação, apoio psicossocial, planeamento e acompanhamento regular a consultas médicas, quando se justificar.
A intervenção junto dos utentes, perspetiva o desenvolvimento do seu projeto de vida tendo por base as suas necessidades potenciais e expectativas, assentando no modelo de qualidade de vida abrangendo domínios, como as relações interpessoais, autodeterminação, bem-estar físico, emocional e material, cidadania e direitos, sendo que os principais objetivos são:

  • O desenvolvimento de atividades que potenciem o desenvolvimento psicossocial do utente, enquanto pessoa capaz de fazer escolhas e com direito a partilhar lugares comuns;
  • Proporcionar atividades que visem manter o seu equilíbrio físico, emocional e social;
  • Privilegiar a interação com familiares/ significativos;
  • Dar suporte à família, assegurando o bem-estar e qualidade de vida do seu familiar, prestando os cuidados para a satisfação das necessidades básicas de uma forma continuada;
  • Promover um ambiente mais próximo possível do modelo familiar normal;
  • Promover a integração social de forma a minimizar os efeitos da institucionalização;
  • Desenvolver atividades que potenciem o desenvolvimento psicossocial do utente enquanto pessoa capaz de fazer escolhas e com direito a partilhar lugares comuns;
  • Proporcionar atividades e cuidados que visem a manutenção do seu equilíbrio físico, emocional e social.
  • Em relação às características físicas do Residential Home, este assenta num edifício composto por rés-do-chão e primeiro andar. A entrada no edifício é feita através de um átrio amplo, bem iluminado, que dá acesso direto à escada interior para o primeiro piso, bem como a todas as áreas funcionais que estão instaladas no piso térreo.
  • No piso térreo, a seguir à entrada principal, acessível aos utentes, estão localizados o guiché de atendimento/ receção, o gabinete da direção, instalações sanitárias destinadas a utentes/ visitantes, os acessos (lanço de escadas e elevador) ao piso superior, área reservada, a sala de convívio e o refeitório.

As restantes áreas funcionais dos serviços, tais como cozinha, despensa, armazém de produtos alimentares, lavandaria/tratamento de roupa, vestiários, instalações sanitárias e área de estar/descanso dos colaboradores e arrecadação geral estão localizadas numa área de acesso restrito a pessoal técnico e colaboradores.
Todo o percurso neste piso foi projetado de modo a permitir a circulação dos utentes com mobilidade condicionada entre as diferentes áreas funcionais de forma confortável e segura. Ainda no piso térreo, no exterior, anexo ao edifício, podemos encontrar a casa de máquinas.
No piso superior, está localizada a área de alojamento, composta por 14 quartos (10 duplos e 4 simples), instalações sanitárias, um guiché de atendimento, uma ligação de serviço (elevador monta-cargas) ao piso térreo e duas saídas de emergência. Estas saídas de emergência estão localizadas nos dois extremos do edifício.
No que se refere à acessibilidade, pretende-se que ela seja total, de acordo com o previsto no D.L. 163/2006 de 8 de agosto. O edifício está projetado de modo a garantir a circulação a todos os utentes com mobilidade condicionada, nomeadamente pessoas em cadeiras de rodas, incluindo os automobilizados. Para isso, foram eliminadas todas as barreiras arquitetónicas à circulação, complementada com a instalação de elevador e monta-macas para circulação vertical.
Já no que diz respeito às atividades dinamizadas no Lar Residencial, pode-se aferir que são trabalhadas com os utentes as suas capacidades pessoais para potencialização da autonomia em relação às atividades de vida diária, às atividades socialmente uteis, atividades estritamente ocupacionais, às atividades de desenvolvimento pessoal e social e às atividades lúdico – terapêuticas, bem como às atividades de lazer, sócio recreativas e de inclusão social.
Transversalmente ao alojamento no Lar Residencial, os utentes são integrados nas demais respostas sociais da Associação, em função dos seus gostos pessoais e das suas capacidades, sendo que as áreas ocupacionais são diversamente abrangentes, desde a tapeçaria, tecelagem, hortofloricultura e jardinagem, costura e bordados.
Também podemos incluir à Área Lúdico-Terapêutica a educação física, educação visual, reabilitação e funcionalidade física, expressão dramática e dança, expressões multissensoriais, natação, hidroterapia e adaptação ao meio aquático.
No que diz respeito à Área do Desenvolvimento Social e Pessoal, temos atividades académico-funcionais, autonomia pessoal, competências sociais, competências instrumentais e de vida diária, autodeterminação e processos psicológicos.

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